Triste Alvorada
“Até onde pode ir um amor?
Pode ir além do pensamento lógico
Sinto-me congelando de frio no calor
Ando e não penso pra onde ir
Vou em cima dos meus medos
De encontro mas querendo fugir
A razão fica esquecida
Quando o amor é doentio
Quando da loucura não há saída
Noites em claro com medo de sonhar
Sonhos perfeitos desejando nunca acordar
Vida sem rumo desejando não amar
Sofrimento sem fim, ir e não estar
Um amor pode arrancar
De um peito a vontade de viver
Um amor pode destruir a vida
Amar nada mais será do que morrer
O senso crítico esse não existe
Na mente do que ama
O desespero e sofrimento
Incessantemente chama
Porque não tenho a mão amiga
O suor do caloroso encontro
De faíscas de amor dançante
Que pra este estive sempre pronto
Por que não é aconchegante o amanhecer?
Com sol e flores a nascer
Só porque não tenho teu carinho
Apenas por estar aqui sozinho...
E vejo tanta beleza sem reconhecer
Tenho tantos amigos sem merecer
Porque te amo e não vejo mais nada
A linda é agora triste amarga alvorada”




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